sexta-feira, 4 de maio de 2012

Inteligência de mercado quer formado em humanas que "ame" números



Combinar informações do mercado, da mídia com outras pesquisas e transformá-las em estratégias é, de forma geral, a função de um profissional na área de inteligência de mercado para empresas. “Há muita demanda porque hoje os clientes estão percebendo a importância desta área”, afirma Isabella Portella, gerente de inteligência de mercado da Sophia Mind.

Para Sérgio Santos, professor e coordenador da área de marketing da pós-graduação da ESPM, o setor tem uma demanda crescente porque não há profissionais qualificados suficientes no mercado.
Ele explica que profissionais da área de humanas como sociólogos, antropólogos podem seguir carreira nesta área desde que tenham especializações na área de exatas, em estatística, por exemplo.

“Também tem que ser uma pessoa focada e bem informada, entender do mercado, do cliente e estar conectado a redes sociais”, afirma Isabella. Segundo ela, os três principais cursos para atuar na área são estatística, administração e economia. Mas ela já trabalhou com uma publicitária com pós-graduação em pesquisa de mercado.

Santos afirma que, para fazer carreira no setor, é indispensável ter visão analítica e habilidade com números. Além de poder atuar em grandes empresas há oportunidades em consultorias especializadas, e os salários dependem do porte da empresa e da experiência que ele teve.

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

UnB tem mais de 11% de alunos negros


Desde 2004, a instituição oferece 20% das vagas para cotistas

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Iniciado em 2004, o programa registra atualmente 3.437 estudantes cotistas. O    
número representa 11,2% do total de 31 mil alunos matriculados na UnB.            

No dia em que o STF (Supremo Tribunal Federal) julga a constitucionalidade das cotas raciais para o ingresso em universidades públicas, a UnB (Universidade de Brasília) comemora oito anos do programa que direciona 20% das vagas do vestibular para estudantes negros. 

A instituição foi uma das pioneiras no País a defender a reserva de vagas para afrodescendentes, ficando atrás apenas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que instituiu o sistema após uma determinação do governo do Rio para garantir cotas em todas as instituições do Estado. 

Iniciado em 2004, o programa registra atualmente 3.437 estudantes cotistas. O número representa 11,2% do total de 31 mil alunos matriculados na UnB. 

Para Nelson Inocêncio, coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da UnB, o momento é propício para a comemoração e também para o debate. 

— Antes das cotas, a paisagem do campus era digna de uma instituição europeia. Não se viam negros nas salas de aula. É impossível manter uma estrutura segmentada como essa em um País que tem 50,7% de população negra. 

De acordo com Inocêncio, a validade das cotas ainda é colocada em xeque. 

— Percebemos que muitos jovens conservadores são contra o sistema. Agora, o debate sobre isso é absolutamente normal. 

O especialista se diz otimista com relação à votação no STF da ação movida pelo partido Democratas contra as cotas raciais da UnB. 

— Em alguns momentos, precisamos da força da lei para garantir que os direitos sejam respeitados. Foi assim com relação à violência entre as mulheres e, infelizmente, precisará ser desse modo com relação às cotas. Afinal, a abolição da escravatura tem mais de 120 anos e, até agora, não conseguimos igualar os direitos entre negros e brancos. 

Em março, a universidade esteve envolvida em um caso de racismo. Um ex-aluno da instituição foi preso por envolvimento em supostas ameaças feitas nas redes sociais, incitando a violência contra negros, homossexuais, mulheres, judeus e nordestinos.

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